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O SILÊNCIO DO SEU FILHO PODE ESTAR DIZENDO MAIS DO QUE VOCÊ IMAGINA

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Ele não reclama. Não confronta. Não faz escândalo.

E pior não te conta e responde com “tanto faz”.

Fica no quarto mais tempo, diminui as conversas e evita contato visual.

Você começa a se perguntar:


“Será que está tudo bem ou não estou vendo algo?”


Nem todo silêncio é tranquilidade. Às vezes, é linguagem emocional.

O silêncio também comunica.

 

NEM TODA CRIANÇA EXPRESSA O QUE SENTE

 

Algumas crianças externalizam emoções, outras internalizam.

Enquanto umas choram, outras se fecham.

Enquanto umas falam demais, outras se recolhem.


O ERRO MAIS COMUM É INTERPRETAR SILÊNCIO COMO MATURIDADE OU EQUILÍBRIO AUTOMÁTICO


Mas maturidade emocional não significa ausência de expressão.

Significa capacidade de comunicar sentimentos com segurança.

SEGURANÇA EMOCIONAL se constrói na relação.

 

O QUE PODE ESTAR POR TRÁS DO SILÊNCIO?

 

O silêncio pode significar muitas coisas:

 

  • Dificuldade de organizar pensamentos

  • Medo de julgamento

  • Receio de desapontar

  • Falta de hábito de diálogo

  • Tentativa de evitar conflito

 

Nem sempre há algo grave, mas sempre há algo sendo processado e quando não há espaço seguro para verbalizar, o silêncio se torna refúgio.


A CASA ESTÁ ABERTA PARA CONVERSA?

 

Essa é uma pergunta importante, em muitos lares, o diálogo acontece apenas quando há problema ou cobrança ou correção.

Mas comunicação saudável não nasce na crise, nasce na rotina.

Quando a criança percebe que é ouvida sem interrupção, sem crítica imediata, sem solução apressada, ela aprende que falar é seguro. Caso contrário:


Aprende que é melhor guardar.

 

O ADULTO TAMBÉM PRECISA DIMINUIR O RITMO


Vivemos dias acelerados. Trabalho. Responsabilidades. Celular sempre por perto.

E, às vezes, acreditamos que perguntamos o suficiente:


“Foi tudo bem?”

“Como foi o dia?”


Mas perguntas automáticas geram respostas automáticas.

Para acessar emoções, é preciso presença real, olhar nos olhos e desligar distrações, além de escutar sem antecipar resposta.

Silêncio muitas vezes é pedido de atenção mais profunda.

 

QUANDO O SILÊNCIO VIRA DISTANCIAMENTO


Se o silêncio começa a vir acompanhado de:

 

  • Irritabilidade leve

  • Desinteresse por atividades antes prazerosas

  • Respostas cada vez mais curtas

  • Isolamento frequente

 

É hora de ampliar a escuta, não com interrogatório, mas com aproximação.

 

COMO CRIAR ESPAÇO PARA QUE ELE FALE


A comunicação não se força, se constrói.

Algumas atitudes fazem diferença:


✔ Evite transformar toda conversa em orientação.

✔ Não interrompa para corrigir.

✔ Não minimize sentimentos.

✔ Evite frases como “isso não é nada”.

✔ Demonstre curiosidade genuína.


Perguntas que ajudam:

“O que foi mais interessante no seu dia?”

“Teve algo que te incomodou?”

“Se pudesse mudar algo hoje, o que seria?”


Essas perguntas ampliam a reflexão.

 

O PODER DO TEMPO DE QUALIDADE

 

Nem sempre é necessário grande evento.

Às vezes, 15 minutos diários de atenção exclusiva constroem pontes, sem celular, sem multitarefa e sem pressa.

O silêncio começa a se dissolver quando há constância.

Crianças falam quando percebem que o adulto realmente escuta.

 

A DIFERENÇA ENTRE RESOLVER E ACOLHER


Um dos maiores obstáculos ao diálogo é a necessidade imediata de resolver.

Quando o filho começa a falar e o adulto já apresenta solução, o aprendizado que fica é:

“Não preciso explicar tudo. Ele já vai dizer o que fazer.”

Mas ouvir não é resolver, é validar, é perguntar e sustentar.

Muitas vezes, o filho não precisa de resposta , precisa de presença.

 

COMO VENCER ESTE SILÊNCIO DE FORMA PRÁTICA

 

Se você sente que o silêncio aumentou, faça este movimento simples:


1.       Escolha um momento tranquilo do dia.

2.       Sente ao lado, não na frente (posição menos confrontadora).

3.       Faça uma pergunta aberta e espere.

4.       Não preencha o silêncio com novas perguntas imediatamente.

5.       Demonstre que escuta com frases como: “Entendo.” ou “Imagino que não tenha sido fácil.”


REPITA por alguns dias, POIS A CONFIANÇA SE CONSTRÓI POR REPETIÇÃO.

 

A GRANDE LIÇÃO

 

Silêncio não é ausência, É mensagem.

Filhos falam quando se sentem seguros e a segurança nasce da previsibilidade, da escuta e da postura equilibrada do adulto.

Se o seu filho está mais quieto, não significa que está distante. Pode significar que está esperando um espaço seguro para se abrir e criar esse espaço é responsabilidade do adulto.

Não com pressão, mas com presença.

 

REFLEXÃO FINAL

 

Você está ouvindo apenas palavras… Ou está percebendo sinais?

Comunicação emocional não se limita ao que é dito, também vive no que é calado.

Quando o adulto decide diminuir o ritmo, ampliar a escuta e sustentar presença constante, algo muda.

O silêncio começa a se transformar em confiança, que é a base de qualquer vínculo saudável.

Talvez seu filho não esteja distante, apenas está esperando que alguém perceba que o silêncio dele também fala.


Essa percepção DEVE começar hoje.

 

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