O SILÊNCIO DO SEU FILHO PODE ESTAR DIZENDO MAIS DO QUE VOCÊ IMAGINA
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Ele não reclama. Não confronta. Não faz escândalo.
E pior não te conta e responde com “tanto faz”.
Fica no quarto mais tempo, diminui as conversas e evita contato visual.
Você começa a se perguntar:
“Será que está tudo bem ou não estou vendo algo?”
Nem todo silêncio é tranquilidade. Às vezes, é linguagem emocional.
O silêncio também comunica.
NEM TODA CRIANÇA EXPRESSA O QUE SENTE

Algumas crianças externalizam emoções, outras internalizam.
Enquanto umas choram, outras se fecham.
Enquanto umas falam demais, outras se recolhem.
O ERRO MAIS COMUM É INTERPRETAR SILÊNCIO COMO MATURIDADE OU EQUILÍBRIO AUTOMÁTICO
Mas maturidade emocional não significa ausência de expressão.
Significa capacidade de comunicar sentimentos com segurança.
SEGURANÇA EMOCIONAL se constrói na relação.
O QUE PODE ESTAR POR TRÁS DO SILÊNCIO?
O silêncio pode significar muitas coisas:
Dificuldade de organizar pensamentos
Medo de julgamento
Receio de desapontar
Falta de hábito de diálogo
Tentativa de evitar conflito
Nem sempre há algo grave, mas sempre há algo sendo processado e quando não há espaço seguro para verbalizar, o silêncio se torna refúgio.
A CASA ESTÁ ABERTA PARA CONVERSA?
Essa é uma pergunta importante, em muitos lares, o diálogo acontece apenas quando há problema ou cobrança ou correção.
Mas comunicação saudável não nasce na crise, nasce na rotina.
Quando a criança percebe que é ouvida sem interrupção, sem crítica imediata, sem solução apressada, ela aprende que falar é seguro. Caso contrário:
Aprende que é melhor guardar.
O ADULTO TAMBÉM PRECISA DIMINUIR O RITMO
Vivemos dias acelerados. Trabalho. Responsabilidades. Celular sempre por perto.
E, às vezes, acreditamos que perguntamos o suficiente:
“Foi tudo bem?”
“Como foi o dia?”
Mas perguntas automáticas geram respostas automáticas.
Para acessar emoções, é preciso presença real, olhar nos olhos e desligar distrações, além de escutar sem antecipar resposta.
Silêncio muitas vezes é pedido de atenção mais profunda.
QUANDO O SILÊNCIO VIRA DISTANCIAMENTO
Se o silêncio começa a vir acompanhado de:
Irritabilidade leve
Desinteresse por atividades antes prazerosas
Respostas cada vez mais curtas
Isolamento frequente
É hora de ampliar a escuta, não com interrogatório, mas com aproximação.
COMO CRIAR ESPAÇO PARA QUE ELE FALE
A comunicação não se força, se constrói.
Algumas atitudes fazem diferença:
✔ Evite transformar toda conversa em orientação.
✔ Não interrompa para corrigir.
✔ Não minimize sentimentos.
✔ Evite frases como “isso não é nada”.
✔ Demonstre curiosidade genuína.
Perguntas que ajudam:
“O que foi mais interessante no seu dia?”
“Teve algo que te incomodou?”
“Se pudesse mudar algo hoje, o que seria?”
Essas perguntas ampliam a reflexão.
O PODER DO TEMPO DE QUALIDADE
Nem sempre é necessário grande evento.
Às vezes, 15 minutos diários de atenção exclusiva constroem pontes, sem celular, sem multitarefa e sem pressa.
O silêncio começa a se dissolver quando há constância.
Crianças falam quando percebem que o adulto realmente escuta.
A DIFERENÇA ENTRE RESOLVER E ACOLHER
Um dos maiores obstáculos ao diálogo é a necessidade imediata de resolver.
Quando o filho começa a falar e o adulto já apresenta solução, o aprendizado que fica é:
“Não preciso explicar tudo. Ele já vai dizer o que fazer.”
Mas ouvir não é resolver, é validar, é perguntar e sustentar.
Muitas vezes, o filho não precisa de resposta , precisa de presença.
COMO VENCER ESTE SILÊNCIO DE FORMA PRÁTICA
Se você sente que o silêncio aumentou, faça este movimento simples:
1. Escolha um momento tranquilo do dia.
2. Sente ao lado, não na frente (posição menos confrontadora).
3. Faça uma pergunta aberta e espere.
4. Não preencha o silêncio com novas perguntas imediatamente.
5. Demonstre que escuta com frases como: “Entendo.” ou “Imagino que não tenha sido fácil.”
REPITA por alguns dias, POIS A CONFIANÇA SE CONSTRÓI POR REPETIÇÃO.
A GRANDE LIÇÃO
Silêncio não é ausência, É mensagem.
Filhos falam quando se sentem seguros e a segurança nasce da previsibilidade, da escuta e da postura equilibrada do adulto.
Se o seu filho está mais quieto, não significa que está distante. Pode significar que está esperando um espaço seguro para se abrir e criar esse espaço é responsabilidade do adulto.
Não com pressão, mas com presença.
REFLEXÃO FINAL
Você está ouvindo apenas palavras… Ou está percebendo sinais?
Comunicação emocional não se limita ao que é dito, também vive no que é calado.
Quando o adulto decide diminuir o ritmo, ampliar a escuta e sustentar presença constante, algo muda.
O silêncio começa a se transformar em confiança, que é a base de qualquer vínculo saudável.
Talvez seu filho não esteja distante, apenas está esperando que alguém perceba que o silêncio dele também fala.
Essa percepção DEVE começar hoje.
































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